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terça-feira, 16 de Setembro de 2014

meanwhile: Alexander Wang X H&M Preview

(é começar a amealhar)

nails r'us


hoje parti uma unha. no boxe. partir uma unha no boxe, rodeada de másculos, pode dar aso a um dos maiores clichés da praça - a histeria feminina. não foi o que me aconteceu, e não o digo como se fosse melhor. apenas diferente. a minha histeria foi estranha e baseou-se numa total e ridícula felicidade.
a satisfação com que partilhei com o colega de combate, que tinha partido uma unha, foi a mesma como se o tivesse vencido. parecendo estranho, digamos que a razão da minha felicidade é tão básica e naïf quanto isto: em trinta e três anos de género feminino, nunca tinha partido uma "nail". isto, porque nunca tinha tido "nails" com patriotismo suficiente para serem partidas.

não é que as roesse, pelo menos até à exaustão, mas também nunca lhes dei a merecida atenção. isto, até aqui há uns tempos, quando trocava palavras com um senhor (com S maiúsculo) da moda nacional, que me falava da Nails 4'us (a propósito de um tema relacionado com trabalho). ele falava, eu torcia o nariz. nunca lhes dei - de facto - real atenção. foi então que reparei que, entre torcer o nariz ou pegar nos talheres do almoço que estávamos a ter os dois, as minhas mãos estavam sempre semi escondidas. depois notei numa reunião, que enquanto me expressava relativamente a algum tema, as minhas mãos travavam-me o discurso. houve também uma aula de yôga, quando os meus olhos tocavam as mãos numa postura qualquer, que não gostei do que vi nas pontas dos dedos. seguiram-se inúmeros exemplos - beber um copo de vinho com alguém, estar sentada frente-a-frente com outro alguém - onde ficou óbvio que a falta de impecabilidade das minhas unhas, limitavam-me a confiança.


voltei ao "senhor da moda" e à sua conversa da "Nails 4'us": explique-me lá isso melhor, M. então parece que a Nails 4'us, como todas já devem saber (menos eu que vivia no universo das unhas mais-ou-menos), devolve às mulheres (ou homens) a liberdade de andar durante mais tempo, vulgo 2 a 3 semanas, com as unhas impecáveis. mesmo quando o tempo (e dinheiro) para ir às manicuras semanalmente não abunda (check), mesmo quando o jeito para a auto-manicura não existe (check), mesmo quando lavar a loiça e fazer a faxina é uma realidade (check). 
e lá fui eu experimentar isso das famosas "unhas de gel" ou o aplaudido "gelinho". a miséria em que as minhas unhas se apresentavam levou-me a optar pelas unhas de gel. entrei miss pu e saí Miss-poderosíssima-pu. os efeitos secundários foram imediatos:

- primeiros dias: dedos espetados para tudo o que é sítio (e não me refiro ao middle finger, claro); falar com as mãos, ultra-segura e explicativa. anéis que ganharam nova vida. alguma inquietação com o tamanho pouco habitual, que me deixava a mexer constantemente nas ditas (e ainda assim mantiveram-se intactas).

- restantes dias: as unhacas já fazem parte de mim. três semanas de praia intensiva, festivais, ou um sem número de situações que tinham tudo para dar cabo delas e nada. unhas: nota dez.

- actuais dias: alguns centímetros extra de auto-confiança, segurança e auto-estima. isto não é um mito.

no pós-férias e no que diz respeito às coisas de mulher, as prioridades passaram não só por cabeleireiro como de costume, mas também voltar às unhas. enquanto usei as unhas de gel, as minhas verdadeiras unhas perderam a timidez crescendo naturalmente - sem dar hipótese aos ataques furiosos e descontrolados de outrora - o que fez com que da segunda vez que regressei à Nails 4'us, só precisasse de fazer gelinho. três semanas depois, continuo com o gelinho e as intenções são de continuar.

sempre fui uma ávida defensora de que a mulher deve cuidar de si. não falo de excessos, mas de coisas básicas que não devemos nunca descurar: ver o corpo como um templo (se a máquina deixa de funcionar...), da pele, usar maquilhagem qb, tratar do cabelo, etc. mas nunca falei de unhas. hoje noto que as unhas deviam estar no topo das prioridades. falava falava falava e hoje sei que não sabia nada. 

pegando na tirada brilhante do meu amigo Francisco, que inocentemente confundiu "nails 4'us" com "toys r'us", resultando no título do post, a verdade é mesmo essa: as unhas reflectem quem somos. nails r, actually, us.

segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

sexta-feira, 12 de Setembro de 2014

bandeira branca: apoligizes & white high top sneakers


da equerda para a direita e de cima para baixo: Nike, Bimba Y Lola, Saint Laurent em polyvore.com e National Standard em farfetch.com
 
duas semanas e um dia que não posto. juro que (creio eu de que), em quase sete anos de blog, nunca tinha passado tanto tempo sem postar. blogger que é blogger não comete este erro. blogger que se preze não se presta a estas mordomias. porque sim, isto de "bloggar-numa-de-não-espetar-tudo-o-que-é-press-release" dá trabalho. e muito. a verdade é que desde que voltei de férias, ainda não parei um segundo. muita coisa boa a acontecer, muito cansaço, mas trabalho a dar com pau, o que dado o panorama actual, é tudo de bom.

assim sendo, e com as coisas finalmente a acalmarem, estou a fervilhar de ideias para postar. para não ter uma overdose ou um ataque cardíaco com tudo o que tenho cá dentro, começo já (com a promessa de não vos deixar em paz nos próximos dias). 

a obsessão do momento? uns ténis-bota brancos que tenho-de-ter mas é para já. estes fazem parte da minha shortlist e a escolha recairá claramente no factor preço: o mais barato será o feliz eleito. o objectivo será mesmo apostar num look total branco, faça chuva ou faça sol.

para já é isto. boa sexta para vocês.

quinta-feira, 28 de Agosto de 2014

quarta-feira, 27 de Agosto de 2014

want versus can: Chanel tweed sneakers

 from left to right: Chanel // Zara

notes to style: dispensava o logo gigante e posidónio Chanel, mas o tweed é mais que perfeito e não há cópia que o imite, passem a redundância.

terça-feira, 26 de Agosto de 2014

WORK // AW14 TRENDS








SV Setembro / fotografia: Gonçalo Claro / styling: Pureza Fleming e Mafalda Alves / mua: Cristina Gomes assistida por Miguel Stapleton / hair: Maisie para Facto cabeleireiros / model: Vika ( Best Models)

segunda-feira, 25 de Agosto de 2014

notes to style: nose ring




tive dois. no nariz. um de cada lado: uma argola e um brilhante daqueles pequeninos, em cada narina, respectivamente. andava no trance e tinha a mania que era qualquer-coisa-que-ainda-hoje-não-sei-definir. ou talvez saiba: teenagerhood. depois fui mãe e endireitei. endireitar incluiu também tirar os piercings - menos o da barriga - e os posters das shivas e ganeshas que tinha no quarto. a minha mão dizia que "iam assustar o baby mike". achamos que há idades para tudo. e de facto há, mas quando o tema é moda e estilo, o caso muda de figura: tudo se transforma, tudo se reinventa e tudo pode vir a ser reutilizado, trendy. tenho visto inúmeros editoriais e/ou campanhas onde o edgy entra, de mansinho, em formato de piercing e onde as peças são joalharia de topo. ponderaria voltar a pôr um brinco no nariz, apenas como apontamento de styling e num curto prazo de tempo, mas temo que a etiqueta da idade não mo permita. isso ou o medo pavoroso das agulhas e pistolas que, com a idade, só aumentaram.