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quinta-feira, 24 de Julho de 2014

Miss Pu X Paez X Isabel Saldanha













photo credits: Isabel Saldanha

sempre fui da opinião que em moda jamais se pode dizer  "desta água não beberei". uma máxima que defendo, mas que na prática raramente aplico. as Paez foram das tais. demorei alguns anos a aceita-las, até porque a tarefa que lhes foi incumbida - sapatos de praia - para mim não dava. era adepta de havaianas pretas do mais básico que há e pronto. no entanto, adoro re-inventar peças, e acabei por descobrir nas Paez uns sapatos que podem perfeitamente funcionar em looks casual chic, muito além da onda roots que lhes foi incutida. os novos modelos em tons metalizados - apaixonei-me pelos dourados mas infelizmente estavam esgotados - cumprem a tarefa na perfeição. para crianças acho um amor e o meu filho (nas fotografias) adora. para além de hiper-práticos dão um ar civilizado, e são perfeitas tanto para raparigas como rapazes.
visitem o site da Paez para saber onde as encontrar.

(as fotografias são da talentosíssima, bacaníssima e queridíssima Isabel Saldanha. obrigada miúda por captares mais-que-na-perfeição, a essência da minha relação com o meu kid'o).

terça-feira, 22 de Julho de 2014

WORK // PRESENTING: SOFIA LEITÃO




SV Agosto / fotografia: Gonçalo Claro / styling: Pureza Fleming e Mafalda Alves / mua: Cristina Gomes / hair: Maisie para Facto cabeleireiros / model: Sofia Leitão (Central Models)

Agradecimento ao "Cavalos na Areia" na Comporta pelas facilidades concedidas.

sexta-feira, 18 de Julho de 2014

quinta-feira, 17 de Julho de 2014

quarta-feira, 16 de Julho de 2014

o legado Moss


Calvin Klein Jeans X Mytheresa.com The Re-Issue Project

Lottie Moss, irmã mais nova de Kate Moss, apresentada à sociedade da moda há cerca de um ano atrás, deu rosto à mais recente campanha Calvin Klein Jeans, numa colaboração com a gigante mytheresa.com. qualquer parecença com a campanha que vimos há cerca de duas décadas, e que acabava por consagrar e tornar Kate na manequim oficial dos novos tempos - deixando para trás as formas de Cindy's e Naomi's  - não é pura coincidência. com apenas 16 anos, mini Moss carrega o fardo de um apelido que, muito provavelmente, jamais terá seguimento em termos de sucesso - e sucesso é uma palavra pequena para a carreira de Miss Moss. Kate é uma em um milhão. Lottie é mais uma em um milhão. tivesse ela o rosto de Kate (que não tem), tivesse ela a magreza controversa que mudou a forma de olhar a moda (que não tem), tivesse ela a atitude (que nao tem), o carisma (que não tem), o carácter (que não tem) ou o je ne sais quoi (que não tem) da older sis, tivesse isso tudo, e ainda assim, jamais chegaria onde Kate chegou. por uma única razão: não é a Kate Moss. porque mais que um conjuto de características, ela é um fenómeno. e os fenómenos acontecem - acontecem, não se constroem - uma vez de décadas em décadas. não tirando o mérito ou o chão dos estúdios (porque passerelle duvido muito que pise), à pequena Lottie, é inútil querer torná-la numa imortalização da irmã. a começar por esta campanha. podia ser qualquer marca a logotipa-la. nunca a Calvin Klein Jeans da Moss crescida. falta-lhe a magreza, a fragilidade, a inocência, o ar desprotegido, o rosto único ou o olhar inconfundível, mas acima de tudo, falta-lhe o nome Kate por detrás do apelido Moss.

a colecção está à venda em mytheresa.com 

segunda-feira, 14 de Julho de 2014

Baguera for LDJ





tenho um crush especial pela Baguera que não acontece nem um bocadinho por acaso. primeiro, porque há dois anos fui convidada pela criadora da marca, Branca Cuvier, para ser um dos rostos da campanha. um privilégio. a cereja no topo do bolo foi a colecção ser, de facto, maravilhosa e ter tudo a ver comigo. dois anos depois, com outra colecção no meio (e um bebé nos entretantos), Cuvier lança a colecção - Baguera for LDJ (Loja das Jóias). nesta colaboração, e como o próprio nome indica, o cerne da questão gira em torno da joalharia, prometendo irreverência, acima de tudo. a Baguera for LDJ tem três coleções exclusivas: Shade, ID e V. todas elas perfeitas para usar no dia-a-dia, mas também para complementar um look mais arrojado, conferindo-lhe um toque moderno e sonhador. todas as coleções têm uma componente orgânica e geométrica, com um conceito forte que transmite segurança e uma forte presença.

não sou da opinião que uma imagem vale mais que mil palavras, mas neste caso, vou ter de dar a mão à palmatória. vejam o vídeo promocional aqui ou babem com a colecção toda na página oficial da Ldj.

want versus can: House of Hackney unisex track short


left: House of Hackney right: Zara

sexta-feira, 11 de Julho de 2014

Mary Miller para Umbigo Magazine: corpo sã em mente insana



Um destes dias, a caminho de casa com a minha amiga Madalena, ela dizia-me que ia começar a fazer uns pequenos-almoços diferentes que incluíam banana, entre outros frutos. A Mada (como lhe chamo), não precisa para nada de beber “sucos verdes”. A Mada nem nunca se preocupou com o que come ou deixa de comer. A Mada tem um rabo óptimo e uma barriga de fazer inveja a qualquer pita de 18 anos. Ela ter referido a sua preocupação com a alimentação não me aquece nem arrefece, uma vez que sei que há vida nela para além desta preocupação. E também sei que amanhã o café com leite e o pão estão, certinhos direitinhos, na mesa do pequeno-almoço. Em indo para a frente com esta sua decisão, aplaudia porque só lhe faz bem e o seu interior conheço-o bem, está vivo, vivíssimo, e recomenda-se. Mas isto é o da Mada.
A verdade e as imensas consequências, é que temos vindo a assistir a uma histeria desmedida com a alimentação, com o corpo, com a aparência, o que, convenhamos, seria espectacular, se o mesmo se aplicasse à cabeça, mente e espírito. Das anormalidades de, desculpem-me, merda que são os carrinhos de supermercado das pessoas, às anorexias nervosas, esta noção de que o nosso corpo é um templo e tudo o que metemos cá dentro deve ser, pelo menos, reflectido, é maravilhoso. A parte que questiono é que, a par desta preocupação excessiva com o exterior, há toda uma parte interior que se encontra cada vez mais esquecida. É verdade, o ser bonito por dentro e por fora, deu lugar ao ser bonito por fora, ponto.
Anda tudo tão focado com a sua aparência, com o prato de salada perfeito para o instagram, ou com os abdominais no ginásio em formato de tablete de chocolate, que nos esquecemos completamente de quem somos e do que andamos aqui a fazer. Anda tudo lindo e magro e triste e deprimido e infeliz e louco e confuso. O desequilíbrio completo e total instaladíssmo. Contra mim falo que vivo da moda – uma das, senão a, indústria mais umbiguista (tantas vezes fútil) de sempre. Mas garantidamente, o (meu pelo menos) exercício interior é uma constante, seja em forma de aulas de yoga, de meditação, de oração, de dificuldades que me fazem pensar e repensar na vida, entre outras “técnicas” que não são para aqui chamadas, mas que, graças a Deus, me relembram constantemente que mais que gira e magra, eu quero ser um ser humano melhor. Uma excelente mãe, uma óptima filha, uma irmã presente e uma amiga fiel. E quero viver em paz, com ou sem suco verde ao pequeno-almoço.
Esta crónica teria acabado na linha acima, mas, nem por acaso, acabo de ler um artigo no Público que cita o seguinte: “Meditar, sonhar acordado ou fazer introspecção durante alguns minutos, sem fazer mais nada, é algo difícil para a maior parte das pessoas, conclui um estudo norte-americano. Segundo os seus autores, a mania dos ecrãs seria disso uma consequência e não uma causa.
Várias experiências realizadas por psicólogos das universidades da Virgínia e de Harvard (ambas nos EUA), e cujos resultados foram publicados na revista Science, sugerem que a maior parte das pessoas prefere antes desenvolver uma actividade qualquer – que até pode consistir em se auto-aplicar ligeiros choques eléctricos – do que ficar a sós com os seus pensamentos.”.
E pronto. Acho que ficou tudo explicado.

crónica publicada na Umbigo Magazine